29.10.14

PERSONAL | Teach Me, Master!

A melhor coisa que me disseram este mês foi: só te falta determinação. Juro que essa frase mudou a minha vida. É que, desde esse dia, juntei-me a outra secção da ESCS MAGAZINE, juntei-me à equipa do Oitava Colina e até pedi para fazer uma coisa na ESCS FM. Isto sem dizer que comecei a trabalhar a sério em ideias para um novo livro e para algo que quero que aconteça em Trancoso ainda em 2014. Tudo porque o Tiago disse que me faltava determinação e eu percebi que era verdade e que queria fazer muita coisa mas preferia só dizer que queria fazer. Agora tenho feito. Há já duas semanas que não me deito antes da uma da manhã — sendo que bati o meu recorde com duas noites numa semana a deitar-me às três — e tenho mesmo andado cansada de tal forma que chega a uma hora do dia e o meu cérebro desliga por completo — normalmente isso acontece apenas nas aulas de Sociologia da Comunicação e nas de História dos Media. Até posso estar cansada mas quando conseguir mostrar a mim mesma que tenho qualidade, que trabalho e que dou 200% em cada coisa onde me meto vai valer muito a pena. 

26.10.14

SEJA O QUE FOR O AMOR | O Fim que Tanto Pediram


Há um ano, no dia em que fiz 19 anos, terminei o meu segundo livro. Ainda hoje, quando lhe pego, me pergunto sobre se este livro existiria da mesma forma se eu tivesse esperado o concluir. A resposta até é fácil: não existiria sequer um livro. Sempre quis que o livro terminasse de uma forma positiva, que pudesse transmitir força e inspiração a quem o lesse e, se tivesse esperado mais esperado mais tempo, tenho a certeza de que não teria sequer terminado o livro porque não iria fazê-lo de forma positiva. Mais do que isso, se hoje escrevesse a continuação, teria muito mais a dizer. Incluindo que os sentimentos enfraquecem — e até acabam — e que as pessoas nos conseguem surpreender de forma negativa. Se houvesse um Seja o que for o Amor: parte 2, iria dizer-vos que, de qualquer forma, estava de consciência tranquila e que não me arrependia de uma única palavra. Dei tudo o que tinha e o que não tinha e, no fim, nem um agradecimento. No entanto, agora, não me importo. 
Tal como disse, os sentimentos enfraquecem. Enfraqueceram tanto que já não existem. Mas o livro vai ficar para sempre — e ainda bem! É que, sabem, aprendi muito. E o mais importante que aprendi foi que se um rapaz merecer metade do que eu fiz ele vai esforçar-se por fazer algo tão grande quanto o que eu fizer; e se o amor pelos outros é grande, não deve ser maior do que o amor por nós. No fundo, e porque eu sei que sabem a quem me refiro, vou sempre ter um respeito enorme por ele, claro. Mas gostar dele como gostei, amá-lo? Não, Deus me livre! Acabou há tanto, tanto, tanto, tempo. Nem sei se ainda somos amigos mas, para todos os efeitos, acho que ele gostaria de saber que não sinto nem um arrepio ao pensar nele. Para mim o passado está bem passado. Só falta algumas pessoas compreenderem isso e deixarem de andar obcecadas com algo que já acabou há p'raí um ano. Ali houve amor, muito amor. Já não há. Não tenho conselhos para lhe dar, grandes frases para dizer ou mágoas para partilhar. Somos estranhos com memórias. Mas posso terminar assim (preparem os lenços porque isto é como uma despedida daquelas profundas dos filmes ou não):

Um dia disse-te amo-te. Hoje apetece-me citar-te José Cid: Addio, adieu, auf wiedersehen, goodbye. Provavelmente não percebes mas obrigada: sabias que esta semana me disseram que já sou mesmo grande para o mundo? E foi alguém que é enorme! 
Lamento nunca ter tido a despedida decente que merecia mas já não te amo. Somos estranhos com memórias. E tu? Tu foste o meu primeiro amor. Mas até o amor acaba. 

#PicMeProject | Beat Cancer, Go Pink


Este é um daqueles temas aos quais ninguém consegue ficar indiferente, principalmente as mulheres. Foi por isso que, mesmo sem grandes ideias, decidi participar nesta edição do PIC ME. Iria fazer esta publicação de qualquer forma mas, assim, junta-se tudo. Esta é uma edição especial deste projecto fotográfico e é feita em associação com o blog The Juicy Glambition. E porquê? Porque Outubro é o Mês Internacional da Consciencialização para o Cancro da Mama. Felizmente, nunca tive de acompanhar de perto uma situação de cancro mas é um tema que me sensabiliza muito e, por isso, não poderia deixar passar o mês em branco e decidi dar-lhe alguma cor...de rosa. 
Em relação às fotografias não há muito a dizer. Tive alguma dificuldade em ter ideias mas aproveitei o facto de o quarto onde estou em Lisboa ter cor-de-rosa por todo o lado (s'corro!) e tirei algumas fotografias. Tenho apenas de felicitar a Carolina por se ter associado a esta causa e a ter passado para o PIC ME. E aproveito e deixo-vos esta publicação do Infinito Mais Um, que considerei bastante útil. Aproveitem os últimos dias do mês e juntem-se a esta causa.

24.10.14

CLICKS | Dancing Cheek to Cheek

Eram duas da manhã e eu estava em chamada com a Inês. Quando desligámos não tinha sono. Deitei-me novamente depois das três da manhã — pela segunda vez esta semana. Felizmente, não há aulas à sexta-feira. Isso é tão bom que decidi fechar as persianas todas e desligar o telemóvel antes de me deitar. Se podia então ia aproveitar para dormir. Nunca pensei que resultasse tão bem: acordei faltavam dez minutos para a uma da tarde. Não dormia assim há semanas e soube-me pela vida. O melhor do dia veio logo a seguir: recebi a melhor notícia da semana e, por isso, andei aos pulinhos pelo quarto a celebrar. Ainda é segredo mas estou muito ansiosa por poder partilhar com toda a gente a coisa maravilhosa que vai acontecer em Novembro, além do meu aniversário.
Entretanto, fui passar a tarde ao Parque das Nações, com o meu melhor amigo, que ia apanhar comboio ao final da tarde. Como tem estado este tempo agradável de Verão em pleno Outono, os outfits têm sido todos descontraídos, levezinhos e este é a prova disso. Há séculos que não tirava fotografias para mostrar looks! Espero que gostem. E, depois, aproveitem para ler o artigo que escrevi para a ESCS MAGAZINE, sobre o mais recente álbum de jazz a dar que falar: o da Lady Gaga e do Tony Bennett. Podem ler aqui.


23.10.14

JORNALISMO | Era uma vez um lançamento de um livro...

Deep down, I wish I had one of these in my room.

Até hoje só fui a cinco apresentações de livros e duas delas foram as minhas. Vai daí, nunca tinha feito a cobertura de um evento do género em reportagem e, por isso, anteontem passei umas boas três horas a ler e pesquisar reportagens sobre lançamentos de livros e coisas que tal. Muita leitura depois, ontem fui apetrechada com máquina fotográfica, telemóvel para servir de gravador, papel (já que me tinha esquecido de um caderno em casa) e caneta. 
Quando cheguei ao local percebi que tudo me estava a correr bem, visto que tinha a primeira fila quase toda livre e já dava para ir captando o ambiente geral. Estava tudo bem. A apresentação tinha começado há cinco minutos e alguém me envia uma mensagem. Esqueci-me de que tinha o telemóvel a gravar e respondi à mensagem sem me lembrar de gravar no telemóvel o que tinha estado a captar. Resultado: fico sem cinco minutos de áudio. Nada de grave. Meto novamente a captar áudio e fico sossegadinha da vida, à espera de que os 30% de bateria se aguentem. E aguentam! Acaba a apresentação; tenho quarenta minutos de conversa gravados e vou em busca de depoimentos giros. Consegui os depoimentos, vou pedir autógrafo, troco palavras com as representantes da editora, venho embora. Chego a casa e percebo que não sei de uma das duas páginas onde tinha apontado algumas ideias para parágrafos da reportagem. Não há problema, deve estar no meio da confusão que está a minha mala. Mas não estava. Fiquei apenas com uma das páginas de apontamentos, onde não digo nada de interessante, mas tudo bem. Vamos lá começar a despejar tudinho o que de relevante aconteceu no processador de texto. Depois de umas quatro ou cinco horas à volta da escrita e meia hora de escolha fotográfica, terminei a reportagem. Nunca tinha feito nada assim e gosto. Gosto muito. E as próximas só poderão ser melhores. Um dia destes falo-vos da reportagem em si.

INSPIRATIONS | Só porque sim.


E é tudo. Por agora.

21.10.14

LOVE | Não tem sentido...mas faz todo o sentido.


Já dei por mim a olhar discretamente para ti em busca de algo que nem eu sei o que é. Quando olho para ti não tem sentido algum. Como sei escolher rapazes a dedo, opto sempre por aqueles que, de uma forma simpática, não prestam. Não se importam, não são ambiciosos, não me dão vontade de melhorar. Tendo esta maravilhosa capacidade de ser atraída para pedaços de péssimo caminho, não evito pensar naquilo que esconderás pois, para estar a ser atraída na tua direcção, ou o meu juízo está melhor ou és mais um para juntar às minhas más escolhas. Espero que seja a primeira opção.
Mas, como estava a dizer, quando olho para ti não tem sentido algum. Não tem sentido olhar para ti. Não tem sentido olhar. Não tem sentido mas acho que faz sentido. Ou, pelo menos, espero que faça.

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