25.11.14

BOOKS | Cozinhar com Nutella

Estava na wishlist e o meu melhor amigo foi um querido e fez com que este livro deixasse de estar na wishlist e passasse a fazer parte da minha biblioteca. Claro que fiquei completamente deliciada quando o livro me chegou às mãos porque Cozinhar com Nutella reúne duas das minhas maiores paixões: a cozinha e a Nutella. No início, antes das receitas, o livro tem uma pequena história sobre como surgiu a Nutella e como se tornou um mito e, depois, chegamos ao paraíso: 121 receitas que levam Nutella! 121! Sim, estou desejosa de me enfiar numa cozinha a fazer estes petiscos que soam a algo caído do céu! Entre mousses, tartes, tortas, bolos, bolachas e crepes, existem umas quantas receitas que me deixam completamente a salivar: tortilhas com Nutella, strudel com molho de Nutella, semifrio de mascarpone ou banana split. Mas as que me deixam mais curiosa são mesmo a receita de ninhos de esparguete e a de batatas-doces com Nutella. Quero muito experimentar só para poder partilhar impressões.
Para conhecerem melhor o livro, leiam aqui o artigo que escrevi para a ESCS MAGAZINE. Se quiserem comprá-lo, podem vir aqui.

24.11.14

35 linhas de desabafo

A situação aqui em casa deteriorou-se de tal forma que estou à procura de um quarto para arrendar. Ora, como isto é uma situação um pouco urgente, quero ter tudo pronto (e as bagagens todas mudadas) esta semana, visto que é final de mês. No entanto não está nada fácil. A maior parte dos preços é demasiado para mim e os que não são têm-me proporcionado uma hora e meia de frustração agarrada ao telemóvel, porque já fiz umas cinco chamadas hoje por causa de anúncios.
No meio disto o que mais me enerva é se recusarem a passar recibos. Falei com uma senhora que me disse logo "não passo nem quero passar". Depois telefonei a um senhor que primeiro disse que não e depois ligou-me a dizer que até podia passar...mas isso aumentava o preço da renda em 25€, "no mínimo", disse-me ele. 
Não sei muito sobre a lei do arrendamento e esta questão dos recibos mas sei que, numa situação legal, é legítimo pedir recibos e até mesmo ter um contracto de arrendamento. É por isso que não percebo a indignação com que me dizem que não percebem o porquê de eu querer recibo. É uma despesa (das grandes), tenho direito a pedir recibos e penso que passar recibos não devia significar um aumento de 25€ na renda mas devia ser algo de prática comum. Não devia ser eu a ser vista como parva por pedir um recibo. Não sei se vocês, que estão em quartos arrendados, recebem recibo mas se não recebem deviam fazê-lo. Lá porque as pessoas não querem descontar o dinheiro na Segurança Social ou nas Finanças, não têm de estar numa situação que acaba por não vos proteger caso haja problemas.
Long story short: estou a correr contra o tempo para conseguir encontrar um quarto e mudar-me ainda até sexta-feira (porque depois muda o mês e não dava jeito ter de pagar outro mês aqui). Estou completamente num estado de nervos e ansiedade que nem sei. Vou fazer mais um chá, que é para ver se não me dá nenhum ataque. Se souberem de quartos (até 250€) na zona de Benfica/São Domingos de Benfica (num raio de 1,5 km da ESCS, porque não quero um quarto na ponta de São Domingos de Benfica, praticamente em Sete Rios ou em Campolide), digam-me antes de que eu passe a habitar a parte de baixo da ponte 25 de Abril ou da Vasco da Gama...porque duvido que aguente mais um mês aqui, a ser desrespeitada e a ver pessoas faltarem à palavra e sendo rudes comigo e a intrometerem-se como se eu lhes devesse explicações de cada vez que decido sair de casa, nem que seja para ir buscar pão.


Desculpem o desabafo mas precisava.
Não que tenha alguma coisa para dizer de especial mas achei que devia partilhar que este post está a ser escrito num iMac. Por que é que quis partilhar isto? Não sei mas é giro. Sim, a ESCS tem salas com iMacs.

22.11.14

JOURNALISM STUFF | Popless...ou o dia em que eu entrevistei os D.A.M.A.

Há duas semanas, no meu aniversário, tive uma das mais espectaculares experiências jornalísticas e pessoais de sempre. Apesar de fazer anos e receber mensagens fofinhas, até ter saído de uma reunião em direção ao Pavilhão Multiusos de Trancoso, nada naquele dia era realmente interessante. Aí, as estrelas alinharam-se e arrastei o Cristovinho, o Kasha e o Coimbra, acompanhados do manager, para um café e, no meio de chá de tília e cidreira, fiz uma entrevista aos D.A.M.A. Depois de uma conversa animada, cheia de boa disposição, assisti ainda ao soundcheck (há séculos que não ouvia "Paraíso", do Agir!), onde deu para ter um contacto diferente com a banda, com o Salvador Seixas e com os managers, que acabaram por me convidar a ir mais cedo à noite e falar mais um pouco com a banda, e toda a dinâmica à qual, normalmente, não se assiste.
À noite, acabei por abandonar o André e a Mariana (desculpeeeeeeeeeem!) mal entrei no Multiusos. Entre fotografias do concerto num local privilegiado, conversas com o Salvador, risos e fotografias na sessão destinada aos fãs, ouvir "Às vezes" a capella, ouvir saudações de parabéns montes de vezes vindas da banda e do Salvador, que me deu os parabéns duas em vezes em menos de cinco minutos, com direito a beijinhos e abraços.
O backstage é um lugar incrível para se estar. Entre ver as reações de toda a gente que chegava ao local das fotos, as emoções provocadas pelas músicas, o cansaço evidente mas sem perder a boa disposição, as conversas, os sorrisos e risos, ali está-se num mundo novo. É muito mais interessante acompanhar um concerto desta perspetiva e só tenho a agradecer aos D.A.M.A. (e aos managers) por me terem permitido acompanhar o concerto tão de perto.
Trabalhar no meu dia de anos não é a melhor coisa do mundo, admito, mas trabalhar em algo que percebi que quero mesmo fazer valeu tudo! Perguntaram-me duas vezes se não era aborrecido trabalhar no meu dia de anos. Na primeira, respondi que tinha de ser mas, na segunda, ao fim da noite, olhei para o ar de cansaço destes rapazes que continuavam a sorrir depois de uma hora de fotos com fãs e respondi que era isto que eu gostava de fazer. E gosto. Porque trabalhar com pessoas assim não custa nada. E isto tornou o meu aniversário num dos melhores dias de sempre! Assim vale mais do que a pena! ♥ A entrevista para a ESCS MAGAZINE pode ser lida aqui.

17.11.14

MÚSICA | Faz frio cá dentro.

O relógio da minha rua diz que estão 10 graus mas sinto mais frio do que isso. Talvez sinta falta do teu calor, talvez sinta falta de um qualquer calor. Quero poder ficar para sempre aqui, enrolada em mantas, acompanhada dos meus medos. Mas a companhia não é a melhor. Talvez um dia apagues os medos. Ou, então, talvez os medos acabem por te apagar. Felizmente a noite cai. Ainda bem que há névoa por aí.


16.11.14

PERSONAL | Também tenho medo, sabes?

Tenho escrito pouco porque sei que no momento em que deixar as palavras saírem para o papel também vou deixar as lágrimas sair. Nunca tinha interpretado as situações da forma como elas realmente são porque o medo da realidade é sempre maior. No entanto, acho que sempre soube. Claro que sempre soube. Mas não é fácil quando fazemos aquilo que achamos correcto e, depois, os resultados nos fazem questionar sobre se foi realmente o mais acertado a fazer... Mas eu tenho medo, sabes? Tenho medo de tanta coisa. De que tenha errado enquanto pensava estar a tomar a decisão acertada ou de que ele não tenha razão quando diz isso passa, como se isto fosse uma doença. E se não passa? E se piora? E se, piorando ou não, o afasta de modo a que ele evite o contágio? E se o mantém afastado mesmo quando tudo passar? Também tenho medo, sabes? Medo de querer mais do que posso, de precisar de mais do que posso, de não ser o que devia. Canso-me de ser sempre levada a cruzar-me com pessoas com quem não o devia fazer; pessoas que não precisam de mim. Por quanto tempo será assim? Por que não com as pessoas em quem eu vejo realmente algo? Porquê assim? Sabias que isto não passa facilmente? E muito menos passa enquanto sentir a tensão acumulada no mesmo metro quadrado enquanto me questiono sobre o porquê de tal estranheza, ponderando esconder-me debaixo da minha cama em Fiães e não sair de lá. Mas não posso fugir de algo que criei. E fico com um sorriso parvo de cada vez que me irrito com o meu melhor amigo por ele envolver aquele nome nas conversas. Mas também tenho medo, sabes?

There are no words that can describe how much I love you

15.11.14

JOURNALISM STUFF | Porque escrever não chega.

Sempre disse que a rádio me fascinava. Lembro-me de ouvir rádio desde sempre e ainda prefiro ter como despertador a rádio do que o telemóvel mas passei o ano anterior a recusar sempre que me diziam "vai para a ESCS FM, vai para a rádio". Fui lá, é verdade, mas como convidada para programas, como o Sotaques e o Lusco-Fusco, e não queria sequer que me dissessem para entrar mesmo para a rádio, para trabalhar. É que eu não tenho voz para rádio. Não tenho. E, provavelmente, nunca terei. Mas depois de, há três semanas e pouco, duas pessoas diferentes me terem dito, outra vez, "vai para a ESCS FM" decidi sucumbir e, quando dei por mim, estava a dizer à Bárbara que queria fazer a Sebenta. Sim, o meu cérebro deve andar a ficar muito afectado. É uma coisa curta mas para quem tem usado o argumento eu não tenho voz para rádio já é muito. Fiz a primeira no dia 4 e a segunda foi no dia 11. Espero que gostem e vão sugerindo eventos, vá, já agora! Não são a melhor coisa de sempre mas a segunda foi editada por mim — consegui vencer na guerra ao Audacity! — e até gosto daqueles segundos de nervos em que dizem que faltam x segundos para entrar no ar e daquela sensação de alívio assim que digo adeus, até à próxima. Por enquanto, podem ouvir as duas primeiras. Quando houver mais eu partilho!
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