26.7.14

Baby M ♥

A família Costa Lima tem um novo membro. Chama-se Margarida e nasceu ontem. Como o nome da minha mãe também é Margarida, vou usar a técnica dos The Simpsons para diferenciar a Margarida mais velha da Margarida mais nova: a mais velha é a Marge e a mais nova é a Maggie. Só fofice, certo?


24.7.14

Bem ou mal, o 1.º ano terminou. | Confissões #247

Entre o final do meu 12.º ano e o início da minha vida de universitária estive um ano parada. Muita gente não percebeu o porquê de eu não ter ido para a Covilhã no ano passado. Não devo justificações a ninguém mas faria tudo na mesma. Quando comecei este ano lectivo estava sem ritmo de estudo, visto que passei o ano anterior a estudar apenas para uma disciplina - e nem sempre estudava grande coisa -, mas estava cheia de vontade de começar o curso com o qual sonhava há anos!
A noite em que soube que entrara na ESCS foi das mais felizes da minha vida - e uma chapadona enorme para toda a gente que duvidara de mim, das minhas capacidades e da minha decisão de abdicar da Covilhã. Tive de esperar um ano mas estava na ESCS! Aquelas cinco centésimas que um ano antes não me tinham deixado entrar já não tinham qualquer importância. Dias depois começava a maior mudança da minha vida. Este ano não foi um mar de rosas mas ensinou-me tanto e fez-me crescer ainda mais!

Conheci umas quantas dezenas de pessoas, nem todas boas. Fiz amigos que já provaram ser do melhor que há. Chorei quando as saudades de casa eram muitas. Senti-me sozinha. Chamei nomes feios aos senhores do Metro sempre que fizeram greves. Vi baratas pela primeira vez e passei a vê-las praticamente todos os dias. Tive de começar a cozinhar todos os dias para mim. Tive muitas dúvidas e muitas certezas sobre Jornalismo. Ganhei novas certezas. Fui duas vezes à rádio da ESCS. Aprendi a escrever graças às aulas de LEP. Afastei-me de algumas pessoas. Fiz compras no supermercado sozinha, sempre sem me lembrar de pegar num cesto à entrada. Não tive vontade de cozinhar para mim. Apaixonei-me vezes sem conta pelo Cais das Colunas. Tive medo. Faltei a aulas que eram demasiado cedo. Descobri que podemos estudar nada e passar e podemos estudar muito e ter notas de merda. Fiz parte dos colaboradores de uma lista para a Associação de Estudantes. Estive quase um mês sem ir a casa. Passei tardes a estudar no Starbucks. Tirei centenas de fotografias. Odiei Chelas. Apaixonei-me e desapaixonei-me muito rápido. Estive no baile de finalistas do André. Passei mais de 120 horas em comboios da CP, sempre a ler, escrever ou dormir. Terminei o 2.º livro e publiquei-o. Passei mais de metade do primeiro semestre a ouvir o AM todos os dias, duas vezes por dia (na ida e na vinda da ESCS). Fiz muitas contas à vida. Conheci pessoalmente o Alex. Vi um programa de TV ao vivo - com o Alex. Vi Silence 4 ao vivo. Chorei por não ver Linkin Park ao vivo. Chorei com as más notas. Fiquei feliz com as grandes notas. Estive mais perto do que nunca de eliminar o blog. Voltei ao blog. Passei a colaborar mais na Associação Juvenil de Trancoso. Tive saudades das batatas fritas do Espanhol. Comecei a dar outro valor a cada minutinho em casa. Entrei para a ESCS Magazine. Fui à apresentação do livro da Cristina Ferreira. Tirei uma foto com o Luís Borges. Estive quase sem dinheiro. Fui praxada na residência e detestei. Comi muita fast-food. Emagreci 5kg. Aprendi a aguentar-me sozinha. Mas também aprendi que há sempre alguém com quem falar. Voltei a engordar. Deixei de partilhar tantas coisas com o meu melhor amigo. Fui ao Algarve. Conheci a Ana pessoalmente. Fiquei acordada até de madrugada - umas vezes a fazer trabalhos, outras a ver séries. Vi o terminus de How I Met Your Mother duas vezes no mesmo dia. Apaixonei-me ainda mais por Arctic Monkeys. Chorei ao ver o concerto deles online, em vez de estar lá. Vi uma tuna tocar. Ajudei dezenas de turistas. Dei sangue - e desmaiei. Fui assaltada. Deixei-me dormir. Acordei demasiado cedo. Escrevi um conto que teve uma boa nota. Tive vontade de desistir. Percebi que não iria desistir porque não sou fraca. Decidi que não tenho de conhecer pessoas da faculdade inteira. Tive saudades de Lisboa em dias em Trancoso. Procurei casa para o novo ano. Encontrei casa (aka paraíso!). Tive de ir a um recurso. Vou ficar com uma disciplina em atraso. Fui feliz. Estive triste. Mudei. Mudaram-me. Deixei amizades de lado. Reforcei laços. Mas continuo igual a mim. E venham os próximos dois! E muitos mais anos pela cidade da qual já sinto falta, mesmo tendo estado lá ontem. 

Seis - Devia ser ilegal.

Lembro-me, como se fosse hoje, daquele final de tarde de há seis anos. Foi o dia em que percebi que a vida pode sempre acabar mais cedo do que aquilo que devia ser permitido. Sim, morrer aos dezoito devia ser ilegal. Morrer sem quase ter vivido devia ser ilegal. Mas ninguém apresenta queixa formal. Por mim era já. Seis anos. A sério que já passaram seis anos? Nem depois de seis anos é possível aceitar estas merdas. Nunca será. Devia ser ilegal morrer assim. Por tua causa e por causa de todos os que já foram assim. Devia ser ilegal...


Os comentários a esta publicação não serão permitidos. Em vez disso: vão ali dar um abraço aos vossos amigos, digam-lhes que gostam muito deles e que são fantásticos. Sabe-se lá o que acontece amanhã.

21.7.14

Lisboa.

Ou sou eu que sou demasiado persistente e insistente ou, então, são os outros que desistem demasiado facilmente mas, a meu ver, quando se quer algo luta-se por isso. Mesmo que exista uma contrariedade que nos impede de atingir aquilo que queremos à primeira, tenta-se outra vez. E outra, se for preciso. Em 2012 não entrei em Lisboa. Em nenhuma das duas fases. Mas era só Lisboa que eu queria e lutei por isso. Não conseguiria desistir de Lisboa e ficar bem comigo. Não conseguia. O destino somos nós quem o faz e eu quis que o meu destino me levasse a Lisboa. E nem podia ser de outra forma! Não conseguiria ser feliz como sou na capital se estivesse em qualquer outro lugar. Porque sei que pertenço ali e vou pertencer durante pelo menos mais dois anos. Ou, quem sabe, até ao resto dos dias.

E amanhã vou até lá! :)

20.7.14

Um ano de Teremos Sempre Londres!

Vê-se que um ano passa rápido e que num ano muita coisa pode mudar. Como? Há um ano estava muito sol e calor. E eu estava uma pilha de nervos. Não parava quieta, falava a correr e nem o alto dos quase dez centímetros das sandálias me fazia sossegar. Há um ano falei para mais de cem pessoas no auditório lindo do Convento dos Frades. Nunca tinha falado para tanta gente e, se voltar a falar, será quando apresentar algo tipo a tese de mestrado ou a de doutoramento - se é que a farei. Nunca tinha falado para tanta gente, tal como nunca tanta gente me tinha dado parabéns e, claro, nunca tinha dado autógrafos. Naquele dia estiveram lá todos aqueles de cuja presença eu precisava: esteve a André, a Sara, o Paulo, o Martim, os professores mais fantásticos da Secundária e - mais do que óbvio - a minha mãe. Há um ano recebi um abração daqueles só para acalmar, fiz piadas nas dedicatórias que escrevi a algumas pessoas (como no caso da que fiz ao meu instrutor de condução), recebi palavras incríveis de muitas pessoas (as do Martim ainda sei quase de cor) e fui feliz. Há um ano achava que estava a começar a viver o sonho. Agora sei que comecei a viver o trabalho. Já veio outro livro entretanto mas o Teremos Sempre Londres é o meu filho primogénito e será sempre um bocado grande de orgulho. 

Neste ano que passou deixei de falar à pressa, deixei de me enervar com apresentações, aprendi a parar. Neste ano escrevi muito em metade dele, passei a escrever menos na outra metade mas aprendi a escrever melhor (obrigada, TEP e LEP!). Já houve um segundo livro...se haverá terceiro? Não sei. Se calhar sim, se calhar não. Quem sabe? Mas agora sei que sobrevivo a apresentações sem ter um quase meltdown. E sei que quem não marca presença e quer marcar o demonstra (mais uma vez, o Martim. Não pôde ir à do Seja o que for o Amor mas fez questão de me avisar e importou-se em saber como tinha corrido). Venha o que vier, venha quem vier...estou mais do que pronta. Seja como for...Teremos sempre Londres.

Para verem ou reverem as fotografias do lançamento do Teremos Sempre Londres podem fazê-lo aqui!

17.7.14

Desabafo das 23h23


Hoje não foi um dia fácil e, para tentar contrariar isso, passei a tarde agarrada a apontamentos, canetas, folhas e ao mp3, enquanto estudava para o exame de quarta-feira. Agora devia estar a fazer o mesmo ou algo semelhante mas esta dor de costas não o permite. Acho que me vou meter na minha caminha a ler mais umas páginas do Prometo Falhar. Ando cansada e não é só do estudo. Sempre soube que isto ia chegar a este ponto mas não pensei que fosse tão depressa. Estou tão farta de que tudo gire à volta do mesmo. Nota-se que estou cansada. Duas noites mal dormidas têm sempre consequências. Duas noites mal dormidas e coisas menos boas a acontecerem em casa têm sempre  muitas mais consequências.

The Hangover Marathon | Movies

A minha watchlist perdeu três filmes na semana passada, depois de eu decidir fazer uma maratona de The Hangover! É certo que já tinha visto o primeiro e segundo filmes mas é sempre bom ver o Bradley Cooper e, assim como quem não quer a coisa, decidi rever os dois primeiros filmes e terminar a saga com o terceiro e derradeiro filme desta saga.


Título Original: The Hangover
Título em Português: A Ressaca
Ano(s): 2009, 2011, 2013.
Realizador: Todd Philips
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Justin Bartha, Zach Galifianakis
Nota(s) IMDB: 7,8/10; 6,5/10; 5,9/10