31.8.14

Agosto '14 | Isto é que foi um mês!

Agosto não foi um mês fácil mas foi um mês de auto-descoberta, de mudança, de sol, de música e de muitos filmes. Fiz maratona de How I Met Your Mother e de Harry Potter. Vi ABBA Mia! e Blind Zero ao vivo. Conheci a minha prima mais nova. Afastei-me ainda mais de Trancoso e das pessoas. Tive saudades, admiti e não obtive resposta. Decidi que estava na altura de voltar a dar a vida de sempre ao blog...e à minha máquina fotográfica. Escrevi pouco no blog mas isso parece estar para mudar nos próximos tempos. Provas disso? A rubrica Dois Dedos de Testa estreou e esta publicação dá também início a uma nova rubrica: Isto é que foi um mês!
Aqui, no último dia de cada mês, deixar-vos-ei ligações para algumas das publicações de destaque do mês, juntamente com algumas das fotografias que marcaram o mês - e que não estão, obrigatoriamente, no meu Instagram. Espero que fiquem por aí. Ando mesmo com vontade de partilhar muita coisa por aqui!

(1- aproveitar o sol; 2- passear com a Dama; 3- a fofinha da minha prima; 4- selfies na Barquinha;
5- panquecas com montes de morangos; 6- ABBA Mia!; 7- começou a época!!!; 8- passear por Trancoso;
9- Miguel Guedes; 10- backstage com Blind Zero; 11- Mark F na tenda electrónica da Feira de Trancoso; 12- selfies, sem filtros e com caras parvas;
13- morangos, morangos everywhere!; 14- Companhia das tardes: protector solar e Pride & Prejudice; 15- sunset; 16- preparativos para um novo post)

Os Favoritos | #BlogDay

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Não sei se sabem mas hoje é Dia do Blog. Eu não sabia mas a Revista de Blogues, site do qual faço parte, fez questão de me informar e falou-me do desafio lançado neste dia: todos os bloggers, de qualquer parte do mundo, devem colocar uma mensagem para os seus leitores e referenciar outros blogs dos quais gostem e que os inspirem, de forma a que os leitores possam conhecer novos blogs. Como gostei da ideia, resolvi aderir, apresentando-vos os meus 15 blogs preferidos. Sigo muitos mais mas estes são aqueles que sou capaz de revirar de uma ponta à outra para reler publicações e também são aqueles que recebem uma visitinha minha todos os dias, para ver se há novidades. É difícil escolher só um blog quando são todos tão diferentes, não é?
Além destes, podem ver a minha lista de blogs preferidos, completa, aqui

30.8.14

Banda sonora do momento

Eu ouço muita música. Nem toda é boa, nem toda vale a pena. Mas ouço muita música mesmo. E o que acontece quando se ouve muita música é que, de vez em quando, se fica com uma música ou outra na cabeça de tanto se ouvir. Ora, o meu guilty pleasure musical do fim-de-semana é este. E não consigo ficar quieta a ouvi-la. Vai ser um fim-de-semana muiiiiiiito latino! E una noche looooooca!



Tutti con Torres! | Desporto

O italiano é uma das línguas de que mais gosto, embora não saiba falar grande coisa - pelo menos por enquanto. Além disso, adoro comida italiana e sonho com umas visitas a Milão, Veneza e Roma. Mas não conheço grande coisa do futebol italiano. Sei o nome de umas quantas equipas, reconheço alguns jogadores italianos por ter contacto com jogos de Mundiais e Europeus mas não conheço quase nada do futebol italiano. Se me falarem em AC Milan, a primeira coisa que eu sei dizer é que o Paulo Futre jogou lá e, logo de seguida, digo que o Berlusconi é que manda naquilo. Agora posso acrescentar que o meu jogador preferido também faz parte da equipa. 
Confesso que este empréstimo não é algo que me surpreenda. Estava à espera de que o Torres deixasse o Chelsea desde Janeiro. O Chelsea foi um tiro ao lado na carreira. Ficou muitas vezes no banco, recebeu muitas críticas, deixou de ter aquele gosto de jogar...Claro que também teve bons momentos mas aquele niño que saiu do Atleti para o Liverpool parece estar desaparecido.
Vejo o empréstimo de dois anos ao Milan como uma forma de o Nando voltar a jogar, de voltar a marcar. Mas fiquei um pouco triste porque estava muito perto de poder ver um jogo dele ao vivo, quando o Chelsea viesse jogar a Alvalade. Mas é o Torres. Esteja onde estiver: é o Torres. E eu quero vê-lo a jogar, não sentado no banco, como tem sido costume. Acima de tudo, como já disse muitas vezes, está o Torres. 

Ainda bem que alguém lhe perguntou, aos 17 anos, se ele queria comer o mundo...(aqui)



28.8.14

Maior do que Trancoso. | Dois Dedos de Testa

Vista de um dos lados do castelo de Trancoso.

Sempre tive aquela ideia de que, assim que fosse altura de ir para uma universidade, iria para uma cidade longe daqui, onde as oportunidades estivessem perto e a felicidade fosse iminente. Com o tempo, Lisboa passou a ser o único sítio onde eu me conseguia imaginar - à semelhança do Porto. Se não estivesse em Lisboa estaria no Porto - ou não estaria em lugar algum. Assim, quando fui confrontada com a saída de casa para ir para a universidade soube também que, provavelmente, ia ser daquelas pessoas que ia querer voltar para o interior depois de terminar o curso, procurar trabalho cá, fixar-me cá. Afinal, mesmo que sejam poucos, ainda existem jornais e rádios no interior. Mas saí daqui. E Lisboa entrou-me nas veias. Lisboa e o mundo. Ainda não o disse a ninguém mas às vezes acho que estou a fazer algo num projecto que não é aquilo que quero para mim. Respeito e admiro todos os que querem ficar no interior - até fiz disso uma reportagem este ano - mas não é o que quero para mim agora.

Sim, há um, dois anos, eu diria, com certezas, que não me importava nada de voltar para cá, depois do curso. Agora não é bem assim. Depois da licenciatura virá, muito provavelmente, uma pós-graduação ou um mestrado. Ou ambos. E um trabalho. E voltar a viver cá não faz parte dos meus planos para o meu futuro a curto e médio prazo. Viver no interior? Nada contra mas cada vez me identifico menos com isto. Isto não me importa. Nada. Não consigo identificar-me com isto. Não quando encontro a calma sentada no meio de uma multidão que não pára. Não quando vejo aquilo que quero da vida e sei que passa por algo bem maior do que Fiães, do que Trancoso, do que o distrito da Guarda. Talvez não passem de sonhos e daqui a trinta anos talvez vá olhar para este texto e chorar por não ter conseguido nada do que sonhava aqui. Mas esta não é a minha vida. Tenho cada vez mais certezas disso. A dúvida agora reside na questão extra-pessoal: como explicar isto às pessoas? Mais vale não explicar. Há coisas que poucos conseguem compreender.

27.8.14

Nada melhor do que... | Personal Blog Things


Eu adooooooro dormir. Adoro mesmo. Até a minha prima, que vive na Alemanha, já o sabe. Sinceramente, não me importo de acordar cedo (mas não antes das sete), mas se puder dormir gosto de o fazer por muitas horas - não sendo daquelas pessoas que acorda depois das quatro da tarde. Nas férias tento dormir o máximo possível. Hoje não tive essa sorte. O meu dia começou pouco depois das oito da matina - não por minha vontade - e depois de ter estado um bocado a ver Gossip Girl, para acordar de vez, decidi meter mãos à obra e fazer alguma coisa de útil nesta vida. 
Meti a minha colecção de CDs dos 80's a tocar e tirei as roupas todas do armário. Durante uns largos minutos o meu quarto era um cenário de guerra. Foi só até começar a arrumar tudo, analisando cada peça. Normalmente, faço a limpeza ao armário duas ou três vezes por ano, dependendo do número de novas aquisições e da falta de espaço. O que está mais velho vai para o lixo; o resto é dado. Desta vez, como tinha feito uma limpeza na Páscoa, não saíram muitas peças - o que é sinal de que uso realmente tudo aquilo que tenho - mas acabei por arrumar melhor o armário e, assim, risquei mais item da lista de coisas a fazer nas férias da qual falei aqui. Só faltam três! E falta, claro, saber se eu vou conseguir fazer tudo.

À tarde foi a vez de fazer uma remodelação no Tumblr e, depois, de pegar na máquina fotográfica e nuns quantos objectos e ir para o jardim tirar umas quantas fotos. Fotografar é das coisas que mais gosto de fazer. Consigo estar entretida durante umas quantas horas sozinha com a máquina. É verdade! Aconteceu este ano estar duas horas a passear pela baixa lisboeta e ter tirado quase duzentas fotos. Duzentas! E não estava nos meus melhores dias, visto que andava cheia de dores. Imaginem nos dias bons...Mas adiante. 
Acho que as minhas fotografias para o Pic Me Project estão tiradas - e poderão vê-las na próxima semana! - e ainda tirei fotografias para a review de quatro livros e para uma outra publicação. Gosto mesmo de fotografia e, aos poucos - com calma e com muitas fotografias -, planeio ir melhorando e evoluindo com a minha máquina, que, embora não sendo nenhuma especialidade, é bastante boa - e eu até já sei personalizar o ISO e tudo! Um dia, daqui a uns quantos anos, ainda vou ter uma Canon ou uma Nikon. Até lá, a Finepix ainda é areia a mais para mim.


26.8.14

Sem filtros. | Confissões


Foi algures em Janeiro de 2013. Depois de alguns problemas com uma pessoa, por causa do blog, comecei, aos poucos, a deixar de publicar no blog como antes fazia. Criei a minha própria censura, qual Inquisição. De repente, tudo o que vinha parar aqui passava por centenas de filtros. De repente este já não era o meu blog. As coisas foram melhorando. Encontrei o meu rumo outra vez mas, ainda assim, havia algo no Escrevi-te um Blog que continuava a não me satisfazer por completo. Depois de semanas de indecisões, decidi fazer aquilo que tinha de fazer para que este blog, que me acolhe há quase cinco anos e meio, voltasse a ser a minha casa, voltasse a ser totalmente meu. Sem filtros (apenas os poucos que uso em fotografias), sem olhar para trás. 
Tal como fiz ao meu Facebook pessoal, decidi limpar o blog. No Facebook eliminei cerca de 500 pessoas; no blog eliminei 600 posts. O critério facebookiano foi o de eliminar os perfis de clubes de fãs, os perfis que já não existem e todas as pessoas com quem não falo e não devo vir a falar. O critério blogosférico consistiu em fazer um back-up de tudo o que estava no Escrevi-te um Blog e transferir para um outro blog, privado. Depois eliminei tudo o que não faz sentido, o que não se encaixa naquilo que quero do blog e muitas das coisas que foram publicadas em livro, no Seja o que for o Amor. O que fica é aquilo que tem de ficar.
Mudei muito no último ano, é verdade. Um bocadinho de amor próprio nunca fez mal a ninguém e tem-me feito muito bem. Passei a ter uma noção diferente da vida, daquilo que faço e daquilo que quero fazer. E aquilo que de mais importante aprendi neste ano foi que não podemos contentar-nos com o suficiente. Durante muito - mesmo muito - tempo achei que fazer era suficiente. Se estava feito então estava tudo terminado, não havia mais nada a fazer. Felizmente percebi que não chega fazer. Há que dar 500%, o possível e o impossível e até mesmo o possimpible*. A vida é curta demais para deixarmos as coisas ficar-se pelo mais ou menos ou por aquilo que é suficiente.
E a mim não me chega o que tenho feito pelo blog. Preciso de mais. E este recomeço é a prova disso. Estão a ver a navbar? Deu-me um trabalhão do caraças para a meter como queria mas consegui o impossível e até personalizei os botõezinhos das redes sociais! Há pequenas coisas que fazem toda a diferença. E voltar a escrever sem filtros é uma delas.

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