23.10.14

JORNALISMO | Era uma vez um lançamento de um livro...

Deep down, I wish I had one of these in my room.

Até hoje só fui a cinco apresentações de livros e duas delas foram as minhas. Vai daí, nunca tinha feito a cobertura de um evento do género em reportagem e, por isso, anteontem passei umas boas três horas a ler e pesquisar reportagens sobre lançamentos de livros e coisas que tal. Muita leitura depois, ontem fui apetrechada com máquina fotográfica, telemóvel para servir de gravador, papel (já que me tinha esquecido de um caderno em casa) e caneta. 
Quando cheguei ao local percebi que tudo me estava a correr bem, visto que tinha a primeira fila quase toda livre e já dava para ir captando o ambiente geral. Estava tudo bem. A apresentação tinha começado há cinco minutos e alguém me envia uma mensagem. Esqueci-me de que tinha o telemóvel a gravar e respondi à mensagem sem me lembrar de gravar no telemóvel o que tinha estado a captar. Resultado: fico sem cinco minutos de áudio. Nada de grave. Meto novamente a captar áudio e fico sossegadinha da vida, à espera de que os 30% de bateria se aguentem. E aguentam! Acaba a apresentação; tenho quarenta minutos de conversa gravados e vou em busca de depoimentos giros. Consegui os depoimentos, vou pedir autógrafo, troco palavras com as representantes da editora, venho embora. Chego a casa e percebo que não sei de uma das duas páginas onde tinha apontado algumas ideias para parágrafos da reportagem. Não há problema, deve estar no meio da confusão que está a minha mala. Mas não estava. Fiquei apenas com uma das páginas de apontamentos, onde não digo nada de interessante, mas tudo bem. Vamos lá começar a despejar tudinho o que de relevante aconteceu no processador de texto. Depois de umas quatro ou cinco horas à volta da escrita e meia hora de escolha fotográfica, terminei a reportagem. Nunca tinha feito nada assim e gosto. Gosto muito. E as próximas só poderão ser melhores. Um dia destes falo-vos da reportagem em si.

INSPIRATIONS | Só porque sim.


E é tudo. Por agora.

21.10.14

LOVE | Não tem sentido...mas faz todo o sentido.


Já dei por mim a olhar discretamente para ti em busca de algo que nem eu sei o que é. Quando olho para ti não tem sentido algum. Como sei escolher rapazes a dedo, opto sempre por aqueles que, de uma forma simpática, não prestam. Não se importam, não são ambiciosos, não me dão vontade de melhorar. Tendo esta maravilhosa capacidade de ser atraída para pedaços de péssimo caminho, não evito pensar naquilo que esconderás pois, para estar a ser atraída na tua direcção, ou o meu juízo está melhor ou és mais um para juntar às minhas más escolhas. Espero que seja a primeira opção.
Mas, como estava a dizer, quando olho para ti não tem sentido algum. Não tem sentido olhar para ti. Não tem sentido olhar. Não tem sentido mas acho que faz sentido. Ou, pelo menos, espero que faça.

20.10.14

PERSONAL | A amizade tem data de validade e horário de funcionamento

(22) Tumblr

Normalmente, quando alguém me diz que sempre que eu precisar estará disponível para me ajudar, eu acredito que será sempre assim, a não ser que tenha provas contrárias. Isto não significa que eu, sempre que precisar de algo, vá recorrer constantemente aos outros: porque não vou. Mas há dois anos uma pessoa disse-me que sempre que um determinado problema se manifestasse queria ser avisada. Meses depois tive esse problema e comuniquei-o à pessoa em causa, que esteve presente e renovou a vontade em ser informada sempre que fosse necessário. Durante largos meses não tive problemas de maior e entretanto deixei de ter contacto com a pessoa em causa mas pensei — que ingénua! — que ia poder mesmo ter essa pessoa ao meu lado, ou, pelo menos, disponível, caso voltasse a ter o mesmo problema ou algo relacionado. 
Mas não. Esqueçam lá isso: nem toda a gente que diz sempre quer dizer realmente sempre. Às vezes um sempre é um às vezes. Outra vezes é um até arranjar namorado/a. Este foi um até eu deixar que me encham a cabeça e decida deixar de te falar sem motivos.
Ouviram este barulho? Não? Foi o Universo a dar-me um estalo por eu ter acreditado que aquele sempre era um sempre. E ouviram este barulho? Também não? Foi outro estalo do Universo, visto que um estalo não é suficiente.

18.10.14

#masterchefcádosítio | Bolo de Chocolate no Micro-ondas


Este é o famoso bolo da caneca mas com uma ligeira adaptação que eu gosto de lhe fazer. É, como não podia deixar de ser, super fácil de fazer e super saboroso. Qualquer pessoa o consegue fazer sem ajudas e numa questão de minutos tem um bolo de chocolate prontinho a comer. Até porque, quantas vezes não estamos em casa, aborrecidos, com vontade de comer uma qualquer gordice mas dá demasiado trabalho fazer algo? É por isso que o bolo da caneca é uma pequena maravilha. Ora fiquem com a minha versão.

16.10.14

UNIVERSIDADE | Não há outro lugar


Cheguei a Lisboa em Setembro de 2013 sem atrasos no comboio. Vinha completamente perdida, assustada e tinha tanto medo de ter estado a lutar por vir para cá e ter cometido um erro que passei a viagem a pensar em mil e uma estratégias para sobreviver. Quando saí do comboio, na estação de Santa Apolónia, tudo na capital gritava, alto e bom som: Welcome to the jungle.

15.10.14

PERSONAL | Pela pessoa que és.


Eu não sou a pessoa mais expansiva deste mundo e ainda menos expansiva fiquei depois de tudo o que passei por causa do mr. P. Pode até nem parecer, graças a este início, mas este é um texto positivo. Demorei algum tempo a começar a ganhar juízo e a perceber que, acima da opinião dos outros, o mais importante é a pessoa que somos. É pela pessoa que sou que tenho tentado melhorar algumas condições da minha vida. Aprende-se com os erros, com as dores, com os pontapés e a porrada da vida e das pessoas. Eu aprendi também com o coração partido, que ainda mal se reconstruiu. Foi esse coração partido e a recuperação muito lenta do último ano que me fez chegar a Lisboa em Setembro com uma única ideia: se é para ser magoada ao menos que o seja depois de fazer aquilo que quero mesmo fazer, a ser feliz. 
Não tenho nem nunca tive necessidade de conhecer todas as pessoas da faculdade e falar com elas. Prefiro ter meia dúzia de amigos a fingir que sou simpática e que toda a gente gosta de mim. E claro que, dessa meia dúzia de amigos, nem todos sabem onde vivo e nem devem saber que eu sou naturalmente parva e que gosto de dizer piadas secas. Mas sei bem quem são as pessoas que gostam de mim e não me podem acusar de ser falsa. No máximo, podem dizer-me que sou um bocado lenta. Não me esforço por ser simpática com toda a gente mas esforço-me por tratar toda a gente de forma correcta e só não falo com mais pessoas porque não faço ideia de como meter conversa com os outros. 
Ontem cumpri promessas feitas há quase um ano. Ontem fiz algo de que gosto muito para alguém de quem também gosto. Continuo a ser eu e não esperem que finja ser aquilo que não sou porque sou preguiçosa o suficiente para ter preguiça de fingir. Mas, por agora, sei aquilo que sou, a pessoa que sou. O resto há-de vir.
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